O New York Times divulgou sua lista das 100 melhores séries do século 21 e, segundo um levantamento do site especializado What’s on Netflix, 16 títulos vinculados à plataforma aparecem no Top 100. São 12 originais da casa e mais 4 produções que a Netflix adquiriu, reviveu ou coproduziu nos Estados Unidos, o que representa 16% da seleção crítica.
O resultado chama atenção porque rankings desse tipo costumam ser dominados por produções de HBO-Max. Para quem usa a lista como guia do que assistir, o recorte feito pelo What’s on Netflix ajuda a enxergar onde essas séries estão disponíveis na Netflix dos EUA. A disponibilidade pode variar em outros países, inclusive no Brasil, e está sujeita a mudanças de licenciamento.
As séries da Netflix no Top 100 do New York Times
Entre os originais comissionados pela própria Netflix, 12 séries foram destacadas pelo New York Times. O levantamento do What’s on Netflix agrupou os títulos e seus respectivos posicionamentos na lista:
- #20 The Crown – O drama de Peter Morgan sobre a realeza britânica segue como pilar do prestígio da Netflix.
- #44 BoJack Horseman – A animação ácida e existencial aparece entre as mais celebradas do catálogo.
- #48 House of Cards – O título que inaugurou a fase de grandes dramas originais da plataforma.
- #53 Stranger Things – Fenômeno global que consolidou a força da Netflix na cultura pop.
- #57 I Think You Should Leave – O programa de esquetes de Tim Robinson virou referência em humor de internet.
- #68 Ozark – Thriller criminal que se firmou como aposta de longas temporadas.
- #71 Beef (Treta) – Minissérie de conflito cotidiano que conquistou crítica e prêmios.
- #72 Squid Game (Round 6) – O maior sucesso global da história da Netflix não ficou de fora.
- #81 The Queen’s Gambit (O Gambito da Rainha) – A minissérie que popularizou o xadrez em 2020.
- #89 Baby Reindeer (Bebê Rena) – O caso real dramatizado por Richard Gadd virou sensação recente.
- #94 The Diplomat (A Diplomata) – Suspense político com Keri Russell que ganhou tração entre críticos.
- #98 The OA – Ficção científica de culto cuja inclusão soa como reconhecimento tardio.
Note como o recorte evidencia variedade de formatos e tons: animação adulta, drama político, horror nostálgico, antologia de humor e minisséries de alto impacto. Para quem busca mais opções nessa linha, vale explorar uma curadoria de séries limitadas da Netflix em 2026 que já conquistaram fãs.
Originais da Netflix que são aquisições, revivals e coproduções
Algumas produções ganharam o selo de “Original” em territórios específicos por conta de acordos de distribuição ou de temporadas adicionais produzidas pela própria Netflix. No Top 100, quatro títulos entram nesse grupo:
- #12 Arrested Development – Cancelada pela Fox, foi resgatada pela Netflix com novas temporadas.
- #26 Black Mirror – Nascida no Channel 4, a antologia ganhou fôlego global após a chegada à Netflix a partir da terceira temporada.
- #43 Peaky Blinders – Série da BBC com distribuição exclusiva pela Netflix nos EUA, tratada como Original por lá.
- #85 The Great British Baking Show – Reality britânico exibido no Reino Unido pelo Channel 4, posicionado como Original no mercado americano.
Licenças que também aparecem no Top 100
Além dos originais e coproduções, o What’s on Netflix destaca que alguns títulos do Top 100 estão presentes na plataforma por meio de acordos de licenciamento nos EUA, caso de Better Call Saul, Homeland, Scandal e Breaking Bad. Esses contratos são dinâmicos e variam por país e tempo de vigência, o que significa que a disponibilidade pode diferir no Brasil ou mudar sem aviso prévio.
Outro ponto prático: dependendo do plano escolhido, nem tudo o que está no catálogo aparece para todos os assinantes. Se você usa o plano com publicidade, confira a lista de títulos fora do plano com anúncios, atualizada com exemplos recentes.
Imagem: Divulgação
O que o recorte revela sobre a estratégia da Netflix
O desempenho mostra uma combinação de blockbusters globais e apostas de nicho que viraram fenômeno de boca a boca. O equilíbrio entre séries eventuais de grande escala, como Stranger Things e Round 6, e obras autorais, como BoJack Horseman e The OA, confirma a estratégia da Netflix de ocupar faixas diversas do público e do debate crítico.
O espaço de minisséries também é expressivo, caso de O Gambito da Rainha e Treta, comprovando que narrativas fechadas seguem entre as mais eficientes para gerar conversa e prêmios. Para quem curte esse formato, vale garimpar novas recomendações em listas de séries limitadas da Netflix em 2026 que já conquistaram fãs.
No humor, a presença de I Think You Should Leave reforça o apelo por comédias de esquetes mais radicais. Se a sua praia é a comédia absurda, vale conhecer também projetos de Eric André na Netflix, que ocupam um território igualmente caótico e experimental.
Como em toda grande lista, há debate. O What’s on Netflix observa ausências sentidas de Dark e Mindhunter, dois títulos frequentemente citados entre os melhores da plataforma. O New York Times, por outro lado, privilegiou outras tendências e marcos narrativos do século 21, o que ajuda a mapear como a crítica internacional vem interpretando a era do streaming.
Como assistir e o que muda para o público no Brasil
O levantamento do What’s on Netflix considera a disponibilidade da Netflix nos Estados Unidos no momento da publicação. No Brasil, a oferta pode diferir por fatores de licenciamento e janelas de exibição, inclusive no caso de coproduções e revivals. Séries 100% originais tendem a ter presença global mais estável, mas exceções acontecem.
Para quem quer transformar a lista do New York Times em maratona, o caminho mais seguro é procurar cada título no aplicativo e usar a função de “Lembrete” quando necessário. Se o foco for ampliar repertório além do Top 100, nosso guia com 10 filmes novos na Netflix em julho de 2026 oferece opções de estreia, enquanto outras curadorias temáticas ajudam a organizar a fila de reprodução.
A seleção do New York Times serve como panorama do que moldou a televisão deste século. Para a Netflix, ter 16% da lista reforça o peso de suas franquias, de suas parcerias e de seu faro para minisséries de alto impacto. Para o público, é um atalho confiável para decidir o que ver a seguir, mesmo com a ressalva natural de que catálogos mudam conforme o território e o tempo.
